A adesão à tecnologia pode proporcionar uma série de benefícios às igrejas: reforço à comunicação, aumento da interatividade, otimização da gestão, praticidade e segurança no recebimento de doações, entre outras coisas. No entanto, fazer com que congregação abrace os recursos digitais pode ser um desafio.

Desde a implementação de novos meios de pagamento online até a utilização de um sistema para controle de acesso ao culto, você certamente encontrará barreiras para a inserção de tecnologia na igreja. Para superar os obstáculos em vez de tropeçar neles, é preciso identificar os empecilhos, saber onde eles se encontram e quão grandes eles são. 

Pensando nisso, listamos cinco barreiras comuns quando o assunto é adesão à tecnologia na igreja e mostramos soluções que podem ajudar a derrubar cada um desses muros. 

1. A liderança não oferece apoio

A liderança do seu ministério está de acordo com o projeto de inserir tecnologia na igreja? Se a resposta é não, você dificilmente irá longe. Obter a aprovação e o apoio dos líderes para introduzir o digital na congregação é vital. Sem a ajuda deles, não será possível seguir em frente ou, se eles não estiverem animados, o apoio pode diminuir após o período de implementação. 

Falta de apoio da liderança está entre as barreiras para adesão à tecnologia na igreja
Reprodução/Freepik

É por isso que, antes de remover qualquer uma das outras barreiras para a inserção de tecnologia, você deve se concentrar em obter o apoio dos pastores e líderes. Uma forma de fazê-lo é mostrar a eles os benefícios práticos que a adoção de ferramentas digitais de comunicação e gestão traz para a igreja. Outra dica é apresentar cases de sucesso de congregações que já abraçaram a tecnologia

2. Não há influência suficiente

Você certamente conhece o ditado “uma andorinha só não faz verão”. Ele se aplica a muitas realidades, inclusive à adesão à tecnologia na igreja. Por mais engajado e motivado que você esteja, é preciso mais do que a direção de uma única pessoa para levar as demais a abraçar a mudança.

Segundo o sociólogo Duncan Watts, que estuda fenômenos de influência e contágio social, cada indivíduo tem um “limiar”, ou seja, um ponto limite que os leva a mudar de ideia e tomar determinada ação. Algumas pessoas – as mais influenciáveis – têm limiares muito baixos, enquanto outras – menos influenciáveis – têm limiares muito elevados. 

Embora não seja possível saber com precisão qual é o limiar de cada um, sabe-se que, de forma geral, não é a maioria absoluta que influencia as pessoas nas tomadas de decisão, e sim a maioria relativa. Em outras palavras, as opiniões dos nossos grupos sociais (familiares, amigos íntimos, colegas de trabalho etc) tendem a nos influenciar de maneira muito mais intensa que as opiniões das massas.

Por isso, antes de inserir ferramentas digitais na rotina da igreja, invista tempo conversando sobre o assunto com pastores, líderes, secretárias e equipes ministeriais. Em vez de apenas encaminhar conteúdos de especialistas, ajude-os a usar a tecnologia e esclareça dúvidas. Se a tecnologia for vista com bons olhos por esses grupos, o círculo de influência será expandido, o que pode aumentar a adesão da membresia a ferramentas como aplicativo. 

3. A membresia não foi bem informada

As pessoas da sua igreja conhecem as novas tecnologias adotadas? Elas sabem que podem fazer doações online? Que podem acessar materiais de estudo da célula no aplicativo? Que podem preencher a ficha de membro pelo site? 

Independente da tecnologia introduzida na igreja, você precisará informar a membresia de que ela está disponível. Para isso, não basta anunciar a novidade na data de lançamento; é preciso promovê-la continuamente ao longo do ano.

Facilitação do recolhimento de doações é um dos benefícios da adesão à tecnologia na igreja

Tomando como exemplo um aplicativo, você pode fazer anúncios semanais no púlpito convidando as pessoas para baixar o app; exibir slides sobre o app antes do início do culto; imprimir e publicar, no quadro de avisos da igreja, um QR Code para download do aplicativo; entre outras possibilidades. 

Feito isso, tenha paciência. As pessoas podem ouvir a mesma mensagem várias vezes antes de decidirem usar a tecnologia que você está promovendo.

4. Não há confiança na tecnologia 

Confiança é essencial para a adesão da membresia à tecnologia. Se alguém não confia na ferramenta ou sistema adotado pela igreja, não usará a solução, independente de quão inovadora ela seja. Para construir confiança na tecnologia, é preciso não apenas escolher plataformas de qualidade, feitas por empresas que são referência no setor, mas também levar em conta as resistências que as pessoas podem ter com a tecnologia em questão.

Um bom exemplo disso é a doação online. É provável que alguns membros da igreja não se sintam confortáveis para inserir informações bancárias em um site ou aplicativo, e prefiram dar o dízimo em espécie. Mas, se você usa a Plataforma inChurch, pode informar aos membros que o processamento dos pagamentos acontece em um ambiente criptografado, ou seja, os dados dos usuários não podem ser lidos por terceiros.

Lembre-se que, independente da tecnologia escolhida, você terá que identificar obstáculos comuns e dizer às pessoas como elas podem superá-los.

5. Não há entendimento sobre o propósito da tecnologia

Ninguém compra uma assistente pessoal inteligente como a Alexa, fabricada pela Amazon, simplesmente porque é novidade ver uma caixinha falando e contando piadas, concorda? As pessoas decidem pela Alexa porque ela torna a vida mais fácil e ajuda a resolver problemas. 

O propósito da tecnologia é aproximar as pessoas da igreja de Cristo

Ao promover ferramentas e sistemas digitais na igreja, traga esse exemplo à memória e lembre-se de que o objetivo da tecnologia é servir pessoas. Por isso, é fundamental que as comunicações respondam às seguintes perguntas: 

  • Por que os membros da igreja devem usar essa ferramenta?
  • Como eles se beneficiarão dessa tecnologia?
  • Isso tornará a vida deles mais fácil?
  • Isso os capacita a viver para Jesus?

Sem essas questões bem claras, os membros da igreja dificilmente entenderão como a tecnologia pode beneficiá-los na caminhada cristã. Por outro lado, se você for capaz de se conectar às necessidades da membresia, poderá conduzi-la na jornada de adoção do digital. 


Agora que você conhece as principais barreiras para a adesão à tecnologia na igreja e sabe como derrubá-las, fale com os especialistas da inChurch. Queremos contribuir para a modernização do seu ministério e oferecemos todo o suporte necessário para a sua congregação fazer transição para o universo digital.

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