O isolamento social afetou diretamente as igrejas brasileiras. Congregações de todos os estados foram obrigadas a fechar as portas do templo e se viram diante de uma série de desafios: como manter a membresia engajada a distância? Como continuar acolhendo e discipulando pessoas? Como manter o sustento da igreja se as pessoas não podem mais ofertar presencialmente? 

A resposta para todas essas perguntas estava na tecnologia. Com o suporte de recursos digitais, muitas igrejas conseguiram não só manter as atividades durante o lockdown, como também experimentar crescimento numérico e espiritual. É o caso, por exemplo, da Igreja Batista Memorial de Alphaville, em São Paulo, que inaugurou um campus online onde transmitiu cultos para mais de 22 mil espectadores. 

Histórias como essa nos fazem acreditar que toda crise, se bem explorada, traz oportunidades para aprendizado e inovação. Aliás, foi pensando em ajudar seu ministério a crescer e inovar que preparamos este post. Confira a seguir 10 medidas adotadas pelas igrejas que cresceram durante o lockdown e prepare-se para cenários desafiadores. 

1. Foco no digital

Com a adoção do isolamento social, que inviabilizou os encontros presenciais, igrejas de todo o Brasil precisaram recorrer a transmissões ao vivo e videoconferências para manter as atividades. Cultos, classes de estudo bíblico, células, atendimentos pastorais: tudo passou a acontecer online. 

A pandemia do novo coronavírus, portanto, mostrou que a migração das igrejas para o ambiente digital é uma necessidade real. Acontece que isso diz respeito não apenas à comunicação, mas também aos mecanismos de gestão. Gerir as finanças ou a membresia da igreja no papel não só é trabalhoso e pouco produtivo, como toma um tempo precioso que, especialmente em tempos de crise, poderia ser usado para cuidar das emoções das pessoas.

As igrejas que cresceram durante o lockdown foram aquelas que contaram com o apoio não de soluções tecnológicas isoladas, mas de um ecossistema digital. Em outras palavras, elas investiram em soluções integradas, capazes de potencializar o alcance da comunicação, otimizar a administração das finanças, oferecer novas possibilidades de interação, acompanhar a membresia de forma inteligente e mensurar o crescimento da igreja. 

2. Controle de acesso ao culto

Para que a retomada às atividades presenciais após o primeiro período de isolamento social acontecesse da forma mais segura possível, as igrejas precisaram se cercar de cuidados sanitários e logísticos. Não bastava apenas fornecer álcool em gel nas instalações do templo e espaçar a distância entre os assentos. Era necessário, sobretudo, encontrar um meio prático e eficaz de evitar aglomerações. 

A resposta estava na tecnologia. Com a ferramenta de controle de acesso ao culto, as igrejas puderam garantir que a capacidade de lotação dos templos, reduzida por decretos estaduais e municipais, não seria ultrapassada. Isso porque, para participar das celebrações, os membros precisavam se inscrever com antecedência. A cada inscrição, o sistema de controle de acesso subtraía uma vaga da capacidade disponível, encerrando automaticamente as inscrições assim que a lotação tivesse atingido o máximo. 

3. Comunicação direcionada

Com a pandemia do novo coronavírus, o ambiente digital se tornou o único espaço para veicular as informações relacionadas às atividades da igreja. Em muitas congregações os comunicados passaram a ser enviados via grupos de WhatsApp ou redes sociais, o que causou ruídos na comunicação. 

Isso ocorreu principalmente devido à falta de segmentação das mensagens. Era comum ver comunicados que, embora disparados para toda a igreja, continham informações relevantes apenas para um ou dois departamentos. 

Além disso, ao optar por enviar os avisos via lista de transmissão ou grupos de WhatsApp, a igreja disputava a atenção da membresia com uma série de outros chats no aplicativo. Entre tantas mensagens e conversas paralelas, os comunicados da igreja não raro passavam despercebidos. 

As igrejas que mantiveram uma comunicação organizada e efetiva durante a pandemia foram aquelas que apostaram na comunicação direcionada. Com o suporte de ferramentas capazes de segmentar a membresia por grupos, como os aplicativos desenvolvidos pela inChurch, elas puderam garantir que os comunicados seriam entregues apenas para os públicos interessados na notícia.

Além de evitarem ruídos na comunicação, já que os avisos ficavam concentrados em um ambiente (o aplicativo) livre de distrações e interferências externas, essas igrejas conseguiram criar vínculos mais efetivos com os destinatários, já que eles tinham mais chances de se identificar com os conteúdos enviados – e, consequentemente, de consumi-los. 

4. Transmissão ao vivo dos cultos 

A transmissão ao vivo foi a principal forma que as igrejas encontraram para suprir a ausência dos cultos presenciais durante o lockdown. Segundo estudo do Invisible College, 74% das congregações brasileiras apostaram nas lives para manter as atividades a distância. Entre os motivos mais apontados para a escolha do formato estão interatividade e pessoalidade. 

Nesse sentido, vale lembrar que, em plataformas como o YouTube, é possível interagir apenas por meio de um chat ao vivo. Plataformas especializadas em transmissão para igrejas, por sua vez, permitem fazer doações, pedidos de oração e até decidir por Jesus durante o culto online. É o caso, por exemplo, dos aplicativos desenvolvidos pela inChurch. 

5. Envio de notificação no início dos encontros online

Para lembrar as pessoas de participar de cultos e outros encontros online, igrejas com aplicativo próprio recorreram à tática de enviar notificações de push no início das transmissões. Alertas simples e objetivos, como “O culto acabou de começar 🔥 Assista já!”, maximizam as oportunidades de contato com o público e ajudam a impulsionar o engajamento da membresia, que foi convidada para uma ação por meio da mensagem. 

Segundo dados da Invesp, empresa especializada em marketing digital, 65% dos usuários retornam ao app dentro de 30 dias quando as notificações de push estão ativadas. Isso significa que, quando bem utilizada, essa estratégia pode ajudar a estreitar o relacionamento com membros e visitantes e manter a igreja constantemente na memória das pessoas (share of mind). Em tempos de pandemia, ambas as coisas foram fundamentais. 

6. Células online

Na pandemia, com as portas do templo fechadas, o desafio deixou de ser atrair as pessoas para a igreja física. Em vez disso, foi preciso transformar o ambiente digital em um espaço acolhedor, capaz não só de reter membros e visitantes, mas sobretudo de suprir a necessidade de conexão que as pessoas sentiam em meio ao isolamento social.

Nesse sentido, igrejas que trouxeram as células para o ambiente online tiveram um papel importante para a manutenção da saúde mental dos membros durante a quarentena. A partir de reuniões via aplicativos como Zoom e Google Meet, a comunhão pôde ser preservada, e o compartilhamento de alegrias, conquistas, dores e problemas continuou, mesmo a distância. 

7. Atendimentos pastorais online 

Assim como as células, os atendimentos pastorais online foram fundamentais para a manutenção do discipulado a distância. Por meio de aplicativos de videoconferência, pastores puderam continuar aconselhando as pessoas em momentos de crise. O acompanhamento dos casos também contou com o suporte da tecnologia: igrejas usuárias da plataforma inChurch, por exemplo, aproveitaram o recurso de histórico de atendimento para registrar informações importantes da conversa e acompanhar a jornada evolutiva do membro. 

8. Educação a distância (EAD)

O lockdown afetou não apenas a realização dos cultos presenciais e células, mas também as classes de estudo bíblico. Da mesma forma, a continuidade dos ministérios de ensino ficou nas mãos da tecnologia. Segundo o levantamento do Invisible College, após a pandemia, quase um terço das igrejas (29,8%) adotaram recursos de educação a distância (EAD) para suprir as classes presenciais. 

Webinars (seminários online), vídeo aulas, reuniões de estudo em aplicativos de videoconferência e disponibilização de material didático no aplicativo ou site da igreja foram fundamentais para que a membresia das igrejas pudesse continuar aprendendo sobre a Palavra de Deus. A retomada das atividades presenciais não pressupõe o abandono desses recursos. Pelo contrário: a igreja deve usá-los para potencializar as estratégias de ensino. 

9. Doações online

Com a popularização dos meios de pagamento digitais, é cada vez menor o número de pessoas que carregam dinheiro consigo. Apesar disso, ainda há igrejas que dependem única e exclusivamente da entrega de dinheiro em espécie. Caminhar até o gazofilácio ou depositar dinheiro na salva pode até ser familiar para aqueles que cresceram na igreja, mas, para grande parte das pessoas, é bastante inconveniente.

Durante a pandemia de Covid-19, a restrição nas possibilidades de pagamento se destacou como um problema. Com a suspensão dos cultos presenciais, as igrejas que não ofereciam aos membros a possibilidade de contribuir online tiveram dificuldade para fechar as contas e arcar com despesas como água, luz, aluguel e salário de funcionários, bem como com o sustento das ações de assistência social. 

Felizmente, graças à tecnologia, muitas outras igrejas puderam se beneficiar dos meios de pagamento digitais e continuar recebendo doações. Nos aplicativos e sites desenvolvidos pela inChurch, por exemplo, é possível ofertar (de forma única ou recorrente) a qualquer momento e em qualquer lugar, via boleto ou cartão de crédito. O sistema também oferece integração com o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central.

10. Evangelismo digital

Nunca as pessoas precisaram tanto ouvir sobre o amor de Cristo quanto durante a pandemia. Sem poder fazer ações de evangelismo presenciais, a igreja não se intimidou e recorreu à tecnologia para pregar a Palavra de Deus. Muitas congregações investiram na produção de conteúdos digitais, publicados em aplicativos, sites e redes sociais, para alcançar pessoas e conectá-las a Deus e umas às outras. 

Para Carey Nieuwhof, pastor fundador da Igreja Connexus, no Canadá, a igreja digital e a preocupação com o outro são indissociáveis. “Se você se importar com as pessoas, vai se preocupar com a igreja digital. O crescimento e o impacto online são subprodutos do trabalho duro de ajudar as pessoas todos os dias”, afirmou em entrevista ao Instituto Humanitas.


Com soluções integradas e tecnologia de ponta, a inChurch está preparada para capacitar sua igreja para enfrentar os desafios de comunicação e gestão na pandemia. Fale com nossos especialistas e descubra como podemos te ajudar.

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