Em muitas igrejas, o recurso de transmissão ao vivo é usado apenas para fazer lives do culto. Embora seja importante transmitir as reuniões, não é preciso se limitar a um único tipo de conteúdo. Aliás, se quiser manter o engajamento com o público, a igreja deve diversificar formatos; do contrário, as lives poderão saturar os espectadores. Pensando nisso, separamos seis tipos de transmissão ao vivo que podem ser explorados por congregações de todo o Brasil. 

1. Anúncio de novidades

Imagine que a sua igreja tem um anúncio importante a fazer: pode ser a compra de um novo templo, a chegada de um pastor à liderança ou o lançamento de um projeto missionário. Independente da ocasião, você pode aproveitar o recurso de transmissão ao vivo para divulgar a novidade em detalhes. 

2. Entrevistas

Ao contrário das entrevistas gravadas em vídeo, entrevistas transmitidas ao vivo permitem que os espectadores interajam de forma muito mais próxima com o convidado. Aproveite este formato de conteúdo para explorar temas de interesse do público-alvo e da comunidade local. Vale entrevistar profissionais cristãos – da sua igreja, inclusive – sobre saúde mental, relacionamento, capacitação profissional, entre outros assuntos. 

3. Webinars 

Webinars (web-based seminars, em inglês) são seminários online com objetivo de educar a audiência. Embora possam ser gravados, os webinários costumam ser transmitidos ao vivo para permitir a interação com a audiência via chat. A igreja pode aproveitar esse formato para transmitir estudos bíblicos ou, caso tenha um ministério dedicado a empreendedorismo e negócios, ensinar boas práticas de gestão, princípios de educação financeira, entre outros temas. 

4. Devocionais matinais

O devocional é uma prática que deve fazer parte da rotina de todo cristão. Trata-se do tempo que separamos para meditar na Palavra de Deus e orar. Por que não aproveitar o recurso de transmissão ao vivo para incentivar as pessoas a viverem esse momento especial de intimidade com Deus?

Não é preciso muito investimento para pôr essa ideia em prática: um celular com uma boa câmera e conexão à internet já é suficiente. Também não há necessidade de montar um cenário elaborado; pelo contrário: quanto mais simples e intimista, melhor. O importante é que o pastor, diácono, presbítero ou líder responsável pela live compartilhe uma breve reflexão e ore com os espectadores.

5. Oração

Igrejas que dedicam reuniões específicas à oração podem fazer lives para transmitir o encontro online. Se o formato da reunião for híbrido, ou seja, se ela estiver ocorrendo presencialmente e sendo transmitida ao vivo, é importante pensar em formas de atender as necessidades de ambas audiências. Uma dica é usar o momento anterior ao início da transmissão para colher os pedidos dos espectadores e designar uma pessoa para moderar o chat. 

6. Sessões de adoração

Sabemos que a atmosfera de adoração do ambiente presencial é única, mas nada impede a igreja de estender eventos como sessões de adoração (worship sessions, em inglês) para o ambiente online. Nesse caso, é importante prestar atenção especial ao áudio, à iluminação e ao jogo de câmeras. 

Como fazer uma boa transmissão ao vivo para igrejas

1. Planeje 

Há pessoas que acreditam que se a transmissão ao vivo for planejada, o formato perderá a naturalidade, e acabam negligenciando esse aspecto tão importante. A ideia, no entanto, está equivocada. O planejamento é fundamental para o bom andamento da live. Nessa etapa a igreja definirá elementos como: 

  • Tema; 
  • Participantes; 
  • Duração; 
  • Formato; 
  • Data e horário; 
  • Canais de divulgação; 
  • Roteiro.

É preciso prestar atenção especial ao último ponto, porque o roteiro ajudará a maximizar o aproveitamento na exposição do conteúdo e servirá como guia para os apresentadores. 

2. Divulgue 

Sem uma boa divulgação, o público que você quer atingir pode acabar ficando de fora da transmissão ao vivo. Por isso, não se esqueça de anunciar o evento com antecedência em canais como e-mail, mensageiros e redes sociais. Se a sua igreja tiver um aplicativo, aproveite as notificações de push para reforçar a divulgação. No dia da live, envie dois lembretes: um no início da manhã, e outro dez minutos antes de a transmissão começar.

3. Cuide dos detalhes técnicos 

Antes de entrar ao vivo, é preciso se cercar de uma série de cuidados em relação a aspectos técnicos como: 

  • Funcionamento dos equipamentos;
  • Qualidade do áudio;
  • Qualidade do vídeo;
  • Velocidade da internet;
  • Iluminação e cenário;
  • Uso de softwares de streaming.

Certifique-se de que tudo estará em ordem antes de iniciar a transmissão para evitar possíveis problemas. 

4. Aproveite o multiplicador de audiência

Se sua igreja é cliente inChurch, ela tem acesso ao multiplicador de audiência. Trata-se de um recurso que permite replicar transmissões ao vivo em vários canais de forma simultânea. Com o suporte dessa tecnologia, integrada exclusivamente à nossa plataforma, é possível criar uma rede de transmissões e conectá-la a centenas de perfis de redes sociais de outras pessoas, ampliando o alcance da live instantaneamente.

Trocando em miúdos, o que o multiplicador faz é transformar cada uma dessas pessoas em retransmissoras do seu conteúdo. É como se elas mesmas estivessem transmitindo a live. Desta forma, sua igreja pode atingir usuários com os quais nunca interagiu antes e transformá-los em seguidores. 

5. Analise os resultados 

Engana-se quem pensa que o trabalho acaba no término da transmissão. Finalizada a live, é hora de analisar dados para entender como o evento online foi recebido pelo público. Preste atenção em métricas como:

  • Alcance;
  • Pico de espectadores (para entender os momentos de maior sucesso);
  • Tempo médio de visualização (para entender a qualidade da adesão do público);
  • Reações sociais (curtidas e compartilhamentos, por exemplo);
  • Informações sobre o público espectador, como localização, idade, sexo, faixa etária etc. 

Pronto! Com esses dados em mãos, sua igreja será capaz de avaliar o que realmente deu certo, encontrar oportunidades de melhoria, fazer ajustes e formular estratégias para garantir o sucesso de transmissões futuras.