Em um mundo ideal, cada membro da igreja contribuiria com dízimos e ofertas para sustentar financeiramente a congregação e seus projetos evangelísticos ou de assistência social. Infelizmente, essa não é a realidade: segundo dados da empresa Nonprofits Source, os dizimistas representam 10 a 25% dos frequentadores das igrejas. 

Se você quiser que os membros sejam contribuintes ativos, precisará entender as razões pelas quais elas não doam. Em alguns casos, trata-se de imaturidade espiritual ou falta de conhecimento. Em outros, o problema está relacionado a dificuldades financeiras e à falta de variedade nas formas de pagamento. 

Para que você possa remover essas barreiras e construir uma igreja mais generosa e engajada, separamos, nas próximas linhas, as principais razões pelas quais as pessoas não são doadoras. 

1. Não entendem a importância bíblica da contribuição

A entrega de dízimos e ofertas é um princípio bíblico muito claro, e existem inúmeras referências a isso nas Escrituras (Malaquias 3:10; Provérbios 3:9-10; Deuteronômio 16:17; II Coríntios 9:7; Salmos 96:8 e muitos outros versículos). Ainda assim, muitos cristãos – muitos mesmo! – desconhecem ou têm visões distorcidas sobre essa orientação simplesmente porque não foram ensinados a respeito.

O primeiro passo para resolver essa questão é não ter medo de tocar no assunto “contribuições”. Em vez disso, pastores e líderes devem abordar com clareza as razões pelas quais os membros deveriam contribuir para a obra de Deus. Vale lembrar, por exemplo, que os primeiros cristãos entregavam seus bens à igreja porque sabiam que essa era a melhor maneira de compartilhar o amor de Cristo e atender às necessidades da comunidade local (Atos 4:32-35; Atos 11:29-30).

Além de discutir princípios como honra, obediência e generosidade, aproveite para falar como a entrega de dízimos e ofertas afeta o crescimento pessoal e espiritual do cristão (Lucas 6:38), já que muitas vezes a doação é um passo de fé. 

2. Estão em transição (são recém-convertidos)

Embora dúvidas estejam presentes em diferentes fases da caminhada cristã – afinal, estamos sempre crescendo em fé, não é mesmo? –, elas são especialmente comuns no início da jornada. Não por acaso é comum que novos convertidos não tenham o hábito de ofertar. Afinal, eles estão deixando um estilo de vida totalmente diferente para trás e incorporando valores e atitudes incomuns à forma como viviam antes

Como pastor ou líder, seja paciente com os recém-chegados. Caminhe ao lado deles durante essa transição, ofereça apoio e coloque-se à disposição para esclarecer questionamentos. Lembre-se de que a trajetória espiritual das pessoas não é igual – muito menos linear –, e que algumas delas precisarão de bastante tempo e muitas conversas para se tornarem contribuintes. 

3. Não sabem como o dinheiro será empregue

Como sua igreja administra o dinheiro que recebe? Ela presta contas aos membros? Fornece relatórios periódicos sobre o uso dos recursos? Embora este seja um assunto sensível para algumas congregações, não há motivo para manter segredos em relação às finanças. Aliás, se as igrejas apenas administram recursos que pertencem a Deus, a transparência não é uma opção, e sim um dever

Convidar as pessoas a examinar as finanças da sua igreja pode encorajá-las (ou desencorajá-las) a contribuir. Temos certeza de que, diante de dados relevantes (como o número de famílias vulneráveis sustentadas pelas doações e a quantidade de viagens missionárias financiadas por ofertas), muitos serão inspirados a doar pela primeira vez. 

Outra forma de fazer com que as pessoas entendam o impacto das doações é compartilhando testemunhos. Encontre pessoas que tenham sido assistidas pela igreja e conte a história delas em vídeos, entrevistas, postagens em blogs e outros formatos capazes de mostrar a efetividade do ministério. 

4. Não confiam na liderança da igreja

A confiança é um fator decisivo para motivar as pessoas a doar. Se alguém não confia na liderança da igreja (seja qual for o motivo da desconfiança), dificilmente essa pessoa irá contribuir para o sustento financeiro da congregação. 

Uma das melhores maneiras de remediar essa situação é pôr em prática as dicas que demos no tópico acima. Quando faz uma gestão financeira transparente, a igreja demonstra respeitabilidade e prova aos membros que é um bom mordomo dos bens do Senhor, administrando-os com zelo. 

Vale ressaltar que há ainda pessoas que foram doadoras no passado, mas sofreram ofensas ou tiveram experiências ruins na igreja e simplesmente deixaram de contribuir. Nesses casos, a saída é conversar com os membros para entender suas feridas e tratá-los emocional e espiritualmente. 

5. Não estão comprometidos com a visão ou missão da igreja

Outro motivo para a falta de disposição em contribuir é a ausência de comprometimento com a missão ou visão da igreja. Os membros precisam ter clareza sobre a razão de ser da igreja (missão) e onde ela quer chegar (visão). Do contrário, como poderão apoiar os projetos desenvolvidos pela igreja e se envolver – inclusive financeiramente – com eles? Justamente por isso, é preciso que a congregação comunique constantemente os seus pilares (missão, visão e valores) ao público e demonstre o impacto que ela promove na comunidade.

6. Estão enfrentando dificuldades financeiras

Como cristãos, somos chamados a ser generosos com nossas finanças, independente de quanto tenhamos ou de quais sejam nossas circunstâncias. Ainda assim, quando alguém está passando por dificuldades financeiras, a igreja deve ser sensível e compreensiva. É importante criar uma cultura onde as pessoas se sintam confortáveis para recorrer aos líderes em busca de sabedoria e apoio.

7. As possibilidades de doação são muito restritas

Com a popularização dos meios de pagamento digitais, é cada vez menor o número de pessoas que carregam dinheiro consigo. Apesar disso, ainda há igrejas que dependem única e exclusivamente da entrega de dinheiro em espécie. Caminhar até o gazofilácio ou depositar dinheiro na salva pode até ser familiar para aqueles que cresceram na igreja, mas, para grande parte das pessoas, é muito inconveniente.

Se não há opções digitais de doação na sua igreja, você está pedindo às pessoas para fazer uma parada no caixa eletrônico ou pegar o talão de cheques antes de sair de casa – coisas que elas dificilmente fazem em outras ocasiões. Já deu para entender o porquê da queda das doações, não é? 

Felizmente, graças à tecnologia, é fácil implementar meios de pagamento digitais na igreja e descomplicar a entrega de doações. Nos aplicativos e sites desenvolvidos pela inChurch, por exemplo, os usuários têm a possibilidade de ofertar (de forma única ou recorrente) a qualquer momento e em qualquer lugar, via boleto ou cartão de crédito. O sistema também oferece integração com o Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central.

No templo, por sua vez, as contribuições podem ser recolhidas na maquininha inChurch, que se adequa a todas as necessidades da igreja e permite escolher até 15 categorias para recebimento de pagamentos: dízimos, ofertas, livraria, cantina e muito mais. Assim como o app e site, a máquina também permite criar campanhas de doação recorrentes.


Agora que você conhece as principais razões que levam as pessoas a deixar de contribuir com a casa de Deus, avalie o cenário da sua igreja. O que você pode fazer a respeito? Se uma das respostas for “modernizar os meios de pagamento”, nós podemos te ajudar! Fale com nossos especialistas e descubra como.

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