Com a quarentena provocada pela pandemia do novo coronavírus COVID19, muitas Igrejas se viram na necessidade de correr para promover a digitalização de suas estruturas. Mas, será que estão sabendo lidar com o formato e com o mundo tecnológico? Pensando em apoiar as comunidades neste novo cenário, reunimos seis (06) dicas que podem tornar as igrejas mais eficientes neste momento.

1- Tenha objetivos

Saiu todo mundo correndo para as redes sociais, quase que 24h em lives. Mas qual é o objetivo? Pense em uma grande praça com diversas pessoas e acontecendo diversas pregações e shows. Esse é um cenário trazido para o “real” de uma rede social. Seria esse o seu objetivo com sua congregação? Ou o seu objetivo é traduzir o dia a dia da igreja para o online e, assim, continuar com cultos, estudos, orações, células e demais atividades da igreja? 

2- Escolha do Canal

Objetivos traçados. Agora é hora de pensar como o comportamento de sua igreja pode continuar ou ser expandido em possibilidades no meio digital. O desenvolvimento de um aplicativo, site e blog como canais próprios te oferecem um bom domínio do público e te possibilitam desviar seus esforços das redes sociais, além de manter rotinas importantes de sua comunidade, tais como assistir o culto, ler a bíblia, receber uma mensagem, fazer um plano de leitura, pedir oração e realizar doações. 

3- A hora da Transmissão

As lives se tornaram solução única para as igrejas, mas entendemos que há muitas outras ferramentas que podem apoiar as igreja a disponibilizarem seus cultos e conteúdos por meio de vídeo. Primeiro, é preciso voltar aos dois primeiros pontos: quais seus objetivos? E quais canais sua igreja já possui contato com sua audiência. Respondidas essas perguntas, você pode escolher soluções de streaming com diversos canais e tamanhos: do envio de sinal para o Youtube, Facebook e Instagram por meio de câmeras e encoders, também pode partir para lives mais intimistas por meio do Instagram ou, ainda, escolher soluções de salas de reunião, ideal para células, reuniões de pequenos grupos, atendimentos, por meio de ferramentas como ZOOM, Hangouts e Teams. O que é importante, mais do que a escolha da ferramenta, é lembrar do passo 1 desse artigo, ou seja, o objetivo, se for engajar os membros da sua comunidade, o ideal é pensar na experiência de transmissão no Aplicativo e/ou Site da sua Igreja, mas se o caso for uma palavra evangelística, estenda a live para as redes sociais. É possível por exemplo, entrar ao vivo simultaneamente em seu App, Site e Redes sociais. Lembrando, na internet, você está falando de forma individualizada, minimalista e com maior grau de pessoalidade, então, evite formalidades.

3- Redes sociais x Canais proprietários

Estamos acompanhando o “stress” de informação nas redes sociais nesses dias de quarentena. Em horários de cultos, o acesso simultâneo (pico) têm sido tão altos, que já chegou a derrubar o Facebook e Instagram. “Memes” com brincadeiras sobre a quantidade de “lives” já são compartilhadas. Então, mais uma vez o passo 1 – tenha objetivos claros de comunicação. Pense nas redes sociais como lugar de evangelismo, a ser ocupado com as Boas Novas e mensagens compartilháveis de esperança, que possam descontrair e atrair para os seus canais proprietários. É o lugar de focar na missão e não em conexão com seus membros. 

4- Implemente a cultura digital

Importante nesse momento principalmente, criar uma cultura digital em sua igreja. Que tal entrar todos os dias, às 12h para orar e fazer uma campanha de leitura. E, quem sabe um desafio de doação em seu aplicativo ou site? Desta forma, o seu canal ganhará uma visitação recorrente e um comportamento digital. E isso não tem nada a ver com as pessoas ficarem em casa e não irem mais ao culto. Pesquisas realizadas pela inChurch mostram o crescimento no culto presencial após o início de cultos online.

5 – Gerencie e monitore

É muito importante ter gerenciamento e controle de todas as ações de comunicação de sua igreja. Ferramentas como MLabs ajudam no planejamento de postagens nas redes sociais e controle de dados. Já, a inChurch cuida de toda gestão da comunicação, financeira, membresia, células, transmissões e tudo que vai para o aplicativo e site da igreja.

6- Formato – Culto online não é a gravação do culto offline.

Temos visto transmissões de cultos com cadeiras vazias e um cenário quase se “apocalíptico – a igreja sumiu” . É muito importante pensar e focar no formato digital. E este foco te levará a fugir do formato offline, de gravação do culto no altar. Que tal o pastor dar uma palavra lavando a louça? Ou um louvor na sala de estar? Falar em primeira pessoa? “Olho no olho”? Ao assumir o ambiente digital, é preciso se despir dos conceitos offline, das mecânicas e liturgias presenciais para assumir forma e formatos propícios ao ambiente digital. Tivemos dicas preciosas, na última live com pastor Junior Della Mea, sobre como ser uma Igreja Online relevante em meio ao caos.

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